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† Poesia †


"Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima,
Dançando com os espíritos no ar Além do círculo luminoso da vida, Nas árvores desenhadas no céu luminoso.
Deusa da noite que me ilumina,
Tome conta de nossos dias, Permaneça ao meu lado.
Que eu possa me aproximar dos
altos trabalhos da Terra E dos círculos de pedra, Que meu olhar seja direto e minha mão firme, Sem medo de enfrentar meu próprio reflexo."


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Água de ti.

Percorri em silêncio o nosso caminho. Só pensei
em ti. Em nós também, mas agridem-me as lembranças
de um tempo que há muito deixei de viver. Em nós,
pensei menos um pouco. Lembrei-me de como as árvores
no horizonte se transformavam por magia em guerreiros
gigantes, guardiões da passagem mais nobre para as
montanhas distantes, mesmo na fronteira do paraíso,
quando ainda brincavamos ali. E afinal o paraíso
era você, agora eu sei.

Escapa das minhas mãos a água do riacho, como por
entre os dedos fugiu o último fio do teu lindo cabelo
negro que tive a sorte de acariciar. O cabelo longo
que você molhava com alegria, junto a água que corria.
E eu, encostado a uma rocha, te olhava e ficava feliz.

Na boca amarga-me o acre da saudade, mastigada com
solidão. A água fresca do riacho não me adoça o coração
azedo e não mata a sede, a que mais me atormenta, muita
sede de ti.

Mas bebo muita, bebo toda água que posso, pois quando
o teu sorriso se fez beijo, a água já estava aqui.
Te prometo, todos os dias, em silêncio pelo caminho,
dar à alma a sua boca e à a minha boca uma ilusão.



- Postado por ««Ðäñðä®ä»» exatamente às 21h43
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